Autorização STFC: requisitos, documentos e prazos na Anatel
Como obter autorização STFC: Resolução 720/2020, qualificações, CNAE, custo de R$ 400,00 e prazo de 31 a 60 dias úteis.

Você decidiu que precisa de autorização STFC para oferecer telefonia fixa ao público. Agora vem a parte prática: quais documentos juntar, quanto pagar e quanto tempo esperar. O processo de autorização do Serviço Telefônico Fixo Comutado é regido pela Resolução 720/2020 da Anatel (Regulamento Geral de Outorgas) e, comparado com outros processos regulatórios, é relativamente rápido: entre 31 e 60 dias úteis, com custo de R$ 400,00. O que pega é o detalhe da qualificação. Este post mapeia cada etapa para que nenhum documento falte e a autorização saia no primeiro ciclo de análise.
O que a Resolução 720/2020 exige para autorização STFC
A Resolução 720, de 10 de fevereiro de 2020, unificou o Regulamento Geral de Outorgas para todos os serviços de telecomunicações no Brasil. O anexo dessa resolução estabelece a documentação necessária ao requerimento de autorização STFC. Antes dela, cada serviço tinha seu próprio regulamento de outorga. Agora o processo é padronizado, o que simplifica a vida de quem já tem SCM e quer acumular STFC.
A autorização STFC em regime privado é um ato administrativo: não exige licitação, não envolve cálculo de outorga onerosa proporcional ao tamanho da rede. É uma declaração de aptidão submetida pelo sistema informatizado da Anatel, acompanhada de documentação comprobatória.
CNAE: o ponto de partida
Antes de submeter qualquer requerimento, verifique se o ato constitutivo da empresa (contrato social ou estatuto) inclui o CNAE correto. Conforme a página oficial do gov.br que detalha o serviço, os CNAEs aceitos para STFC são:
- 61.10-8-01: Serviço Telefone Fixo Comutado
- 61.90-6-99: Outras atividades de telecomunicações não especificadas anteriormente
Se o CNAE da sua empresa é diferente (por exemplo, 61.10-8-02, que cobre serviços de redes de telecomunicações), será necessário fazer alteração contratual antes de submeter o pedido. Esse ajuste é feito na Junta Comercial e costuma levar de 5 a 15 dias, dependendo do estado.
Qualificações exigidas pela Anatel
A pretendente à autorização STFC precisa atender a quatro qualificações, todas declaradas via sistema informatizado da Anatel:
Qualificação jurídica: registro do CNPJ e envio do ato constitutivo com suas alterações vigentes, devidamente registrado. Inclui documentação da composição societária, ata de eleição de administrador e declaração de ausência de impedimentos regulatórios.
Qualificação técnica: segundo a Anatel, a pretendente deve declarar "que possui aptidão para o desempenho da atividade pertinente, bem como a existência de pessoal técnico adequado e disponível para a realização do objeto da autorização".
Qualificação financeira: declaração de que a empresa está em boa situação financeira e que não se encontra em falência.
Regularidade fiscal: certidões negativas da Receita Federal, FGTS e Anatel. Se houver débitos em aberto, resolva antes de submeter, pois a inadimplência bloqueia o andamento.
Custo e prazo da autorização STFC
O custo da autorização para serviço de interesse coletivo é de R$ 400,00, cobrado como Preço Público pelo Direito de Exploração de Serviços de Telecomunicações. Para serviços de interesse restrito, o valor cai para R$ 20,00.
O prazo total de obtenção é de 31 a 60 dias úteis, contados a partir da submissão completa. O prazo pode variar para cima se houver pendências documentais. A recomendação prática é revisar toda a documentação duas vezes antes de submeter, porque uma exigência de complementação reinicia a contagem do prazo de análise.
Passo a passo do processo
O fluxo, na prática, segue três etapas:
- Submissão: entrar no sistema web da Anatel, preencher os dados cadastrais e corporativos, anexar os documentos (ato constitutivo, certidões, declarações de qualificação) e selecionar o serviço STFC em regime privado.
- Pagamento: gerar a guia de R$ 400,00, pagar e submeter o comprovante no sistema.
- Análise e decisão: a Anatel avalia a documentação e, se tudo estiver conforme, emite o ato de autorização. Em caso de exigência, há prazo para complementação antes do arquivamento.
O resultado é a publicação do Termo de Autorização no Diário Oficial da União. A partir desse ponto, a sua empresa pode negociar interconexão, solicitar blocos de numeração e começar a operar STFC.
O que vem depois da autorização
Com o papel na mão, a operadora STFC precisa de infraestrutura para operar: SoftSwitch para comutar chamadas, SBC para conectar a borda SIP com a rede pública, plataforma de BSS para bilhetagem e DETRAF, e classificador para cumprir regras de identificação de chamadas. A SipPulse entrega esse stack pronto, testado em mais de 120 operadoras brasileiras. Se você quer que a distância entre a publicação no DOU e a primeira chamada faturável seja de semanas, não de meses, contar com quem já fez isso 120 vezes é uma vantagem real.
Leia também
- STFC: o que é o Serviço Telefônico Fixo Comutado
- STFC x SCM: qual outorga sua operadora precisa ter
- O que é e como obter a autorização STFC no Brasil
Conclusão
O processo de autorização STFC é acessível: R$ 400,00 de custo, 31 a 60 dias úteis de prazo e quatro qualificações que qualquer empresa de telecom organizada consegue atender. O segredo é não tropeçar em detalhes como CNAE errado, certidão vencida ou ausência de pessoal técnico declarado. Junte a documentação direito, e a autorização sai sem sustos. Quando sair, fale com a SipPulse para montar a operação técnica.
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