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SoftSwitch classe 4 e classe 5: diferenças e quando usar

SoftSwitch classe 4 faz trânsito entre operadoras; classe 5 atende o assinante. Entenda as diferenças e quando usar cada um na sua operação.

SipPulse - Equipe Técnica15 de junho de 20245 min de leitura
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SoftSwitch classe 4 e classe 5: diferenças e quando usar

Se você está montando ou expandindo uma operação de voz, a primeira decisão técnica é qual tipo de SoftSwitch a sua rede precisa. Classe 4 e classe 5 não são versões de um mesmo produto; são categorias com funções completamente diferentes. A classe 4 faz trânsito de chamadas entre operadoras. A classe 5 atende o assinante final. Escolher errado significa ou pagar por funcionalidades que você não usa, ou descobrir no dia da operação que falta uma peça. Este post explica o que cada classe faz, quando usar cada uma e por que muitas operadoras acabam precisando das duas.

O que é um SoftSwitch classe 4

O SoftSwitch classe 4 é a Central de Trânsito. Ele roteia grandes volumes de chamadas entre operadoras, ISPs e provedores de serviço. Não atende assinante; não oferece voicemail, conferência ou transferência de chamada. O que ele faz, e faz bem, é receber uma chamada de uma rede, decidir por qual rota enviar e entregar na rede de destino com o menor custo possível.

Na prática, um SoftSwitch classe 4 é o coração de uma operação wholesale. Ele carrega as tabelas de tarifas dos fornecedores, normaliza os preços e, quando uma chamada chega, analisa o número discado, consulta o prefixo nas tabelas e seleciona o fornecedor que oferece o menor custo para aquele destino. Esse processo é o LCR (Least Cost Routing), e é a razão de existir de um classe 4.

O que é um SoftSwitch classe 5

O SoftSwitch classe 5 é a Central de Assinante. Ele é o ponto de contato entre a operadora e o usuário final. Registra telefones SIP, autentica assinantes, aplica planos de discagem e entrega serviços como PABX virtual, voicemail, conferência, gravação de chamadas, call forwarding e vídeo chamada.

Se o produto que a sua operadora vende é "telefone fixo" ou "PABX na nuvem" para empresas, o classe 5 é o que faz isso funcionar. Ele sabe quem é cada assinante, qual plano ele tem, quantos ramais estão ativos e quais features estão habilitadas.

Como as duas classes se complementam

Na prática, uma chamada originada por um assinante registrado no classe 5 da operadora A precisa cruzar a rede até chegar ao assinante da operadora B. Quem faz esse trânsito é o classe 4. Na ponta de destino, outro classe 5 entrega a chamada ao telefone do destinatário. As duas classes não competem; elas resolvem problemas diferentes na mesma cadeia.

Operadoras que fazem apenas trânsito (wholesale puro) precisam só de classe 4. Operadoras que atendem apenas assinantes locais, sem interconexão direta com outras redes, podem funcionar só com classe 5. Mas a maioria das operadoras brasileiras que crescem acaba precisando das duas: classe 5 para atender os clientes, classe 4 para rotear o tráfego de saída com o melhor custo.

Quando usar cada classe na sua operação

Alguns cenários para tornar a decisão objetiva:

  • Você é operadora wholesale e vende rotas de terminação para outras operadoras: classe 4.
  • Você é ISP e quer oferecer PABX virtual e telefone fixo aos seus clientes: classe 5.
  • Você quer fazer as duas coisas, atender assinantes e rotear tráfego de interconexão com LCR: classe 4+5 integrado.
  • Você opera STFC e precisa gerar DETRAF para acerto com outras operadoras: classe 4 com billing integrado.

A tendência do mercado brasileiro é o modelo integrado. Operadoras que começam com classe 5 para atender assinantes acabam adicionando classe 4 quando a operação cresce e a interconexão direta se torna mais barata que comprar rotas de terceiros.

O SoftSwitch SipPulse: classe 4+5 integrado

O SoftSwitch SipPulse (PCRT) resolve esse dilema ao oferecer classe 4 e classe 5 em uma única plataforma VoIP. A Central de Trânsito e a Central de Assinante compartilham a mesma engine OpenSIPS, a mesma interface de gerência e o mesmo sistema de billing.

Especificações que importam: até 1000 CAPS (Call Attempts Per Second), modos SIP Proxy e B2BUA, autenticação por IP, senha, TechPrefix ou ANI/CLI, roteamento em série, balanceado e por custo (LCR), tarifação pré e pós-paga, geração de DETRAF no formato ABR Telecom, proteção anti-fraude integrada, gravação ilimitada e resiliência de até 7 dias de operação offline sem banco de dados.

Para a operadora que está começando, isso significa não precisar comprar dois sistemas separados e integrá-los. Para a operadora que já opera, significa consolidar a stack em uma plataforma que 120+ operadoras brasileiras já validaram em produção.

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Conclusão

Classe 4 é trânsito. Classe 5 é assinante. A maioria das operadoras precisa das duas, e operar com uma plataforma integrada elimina a complexidade de manter dois sistemas em sincronia. Se você está planejando a arquitetura da sua operação de voz, fale com a SipPulse para dimensionar o SoftSwitch certo para o seu cenário.

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